Saudade Lusitana

Por Vanessa Mota

Foto: Nascimento * Fotografia

Na encruzilhada da definição deste termo e da sua impossível tradução, onde encontra raízes não em Portugal, mas no povo português, surge a dificuldade de exprimir em palavras o seu significado.

Os mares revoltos saciaram a descoberta deste povo valente e consequentemente a característica tão peculiar que envolve este sentimento, ou seja, a alegria de sofrer e sofrer por se sentir alegre.É nas entranhas de cada português que sentimos esta controvérsia. A saudade sente-se pelo mais simples aroma até à memória de uma vivência e à formosura da convivência.

Designada por sentimento, pensamento, lembrança ou sofrimento, saudade é sentida por todo o Ser Humano, desde o embrião até ao auge da sabedoria, digamos, à pessoa idosa.Parasita sempre presente, a saudade encurrala-nos na forma em que vivemos e como cobiçamos viver. Muitas vezes, a forma como desejaríamos que determina situação decorresse, leva-nos a ter saudade.

É o roncar de lá do fundo que frui a alma, nesses instantes, pequena, esgotada, fracassada, frágil… O dia parece revoltado, a lágrima que canta dá a sentença ao coração desprotegido e a esgana de viver é a sobrevivência do sonho incorrupto de ser terminável.

Protelamos o presente por um passado fantasiado, entretanto a saudade invade, fica e dói. É muito vivo nas nossas vidas e nada melhor como mergulhar na cultura lusitana para acarretar esse estranho “mendigo” que é a saudade.
Foi esta saudade que me mobilizou por aventuras alheias onde o sonho persiste.

O Patifúndio!




2 respostas a Saudade Lusitana

  1. conceicaomerces disse:

    adoro este rancho ainda mao tive a oprtunidade de ir na sua sede mais ja assitir suas apresentacoes voces sao maravilhoso um grande abraco conceicaomerces

  2. GLAUCIA disse:

    LINDA MULHER VOCÊ É UM ORGULHO PARA COMUNIDADE PORTUGUESA !!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *